HISTÓRIA DO RIO GRANDE DO SUL

 

Os Primeiros habitantes de nosso território
Os Guaranis
Os Jês
Os Pampianos
Tratado de Tordesilhas Guerra Guaranítica e Sepé Tiaraju
As Reduções do Tape e os Bandeirantes Tropeiros e Estâncias
Colônia do Sacramento Charqueadas
 Sete Povos das Missões Guerra dos Farrapos


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Os Índios

 

No dia 22 de abril de 1500, Pedro Alvares Cabral, um navegador português, desembarcou com sua tripulação em nossas terras. Eram terras desconhecidas na época pelos europeus, que até o século XV 9de 1401 a 1500) só conheciam a Europa e uma parte da Ásia e da Africa.

O “descobrimento” do Brasil se deu em conseqüência da expansão marítima de portugueses e espanhóis.
Ao chegarem ao nosso território, os portugueses encontraram aqui os índios, habitantes nativos do lugar.
Na época da chegada dos portugueses ao Brasil, habitavam as terras sul-rio-grandenses cerca de 300 mil indígenas. Boa parte desses habitantes integrava a nação Guarani, povo que pertence à família Tupi-Guarani.
Encontravam-se também presentes na região povos da família Jê e índios denominados genericamente de pampianos, grupo formado por minuanos, charruas, guendas, mboanes, chanas e janos.
Observe o mapa que mostra a localização das populações indígenas no Rio Grande do Sul por volta de 1500.

Atualmente, vivem no estado do Rio Grande do Sul cerca de 15.700 índios, segundo dados recentes da Fundação Nacional do Índio (Funai). Esse órgão do governo é responsável pela política indigenista no Brasil. Isso significa que cabe à Funai demarcar, assegurar e proteger as terras tradicionalmente ocupadas por eles, estimular o desenvolvimento de estudos e levantamentos sobre os grupos indígenas, bem como proporcionar educação básica aos índios.
A maioria dos índios presentes no nosso território são do grupo Kaigangue. Os demais são guaranis.
Esses grupos sobreviventes vivem em áreas especiais denominadas oficialmente "terra indígena". Segundo a Funai, existem 27 dessas áreas em todo o estado, porém apenas 13 devidamente demarcada.


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Os Guaranis

A nação Guarani ocupava desde o litoral até a fronteira oeste e parte da fronteira norte do estado. Formava a maior população indígena do Rio Grande do Sul.
O povo Guarani praticava a agricultura. De acordo com os costumes indígenas, os homens preparavam o solo e as mulheres plantavam e colhiam. Cultivavam principalmente milho, abóbora, mandioca, batata-doce, amendoim, feijão e algodão.
Os Guaranis também praticavam a caça. Caçavam em grupo e o obtinham era dividido entre todos os membros do grupo. Do solo, além dos produtos agrícolas, recolhiam a argila, com a qual faziam artefatos de cerâmica. Da floresta, colhiam frutos silvestres e a erva-mate. O chimarrão, bebida preparada com essa erva e consumida por uma grande parte da população gaúcha, é uma das heranças deixadas pelos Guaranis.
Também herdamos dos Guaranis muitas palavras, originadas da língua tupi e falada por esse povo, que foram incorporadas ao nosso vocabulário.
Alguns exemplos: araçá, biboca, boçoroca, caboclo, capim, peteca, taquara, tatu, piá, pipoca.
E torno de 1600, padres jesuítas espanhóis vieram para o noroeste Rio Grande do Sul e fundaram os Sete Povos da Missões. As missões eram povoados administrados pelos jesuítas, que impunham aos índios os costumes e a religião do homem branco.
Mais tarde, essas missões passaram a ser atacadas por bandeirantes paulistas com o objetivo de aprisionar os índios e vende-los como escravos.
Os Guaranis também travaram lutas pela posse de suas terras contra Jês e pampianos, o que contribuiu para a diminuição dessa população, que, apesar de tudo, inda sobrevive no nosso território.
Hoje existe no Brasil um total de aproximadamente 35 mil índios guaranis espalhados pelos estados de Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, São Paulo Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Além das heranças já citadas anteriormente, os indígenas nos deixaram outras contribuições culturais. Umas delas pode ser identificada na denominação de diversos lugares e acidentes geográficos, como, por exemplo: Ibucuí, Coroados, Itaimbé, Charrua, etc...


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Os Jês

O povo Jê vivia no norte do Rio Grande do Sul, onde existiam muitos campos e florestas de pinheiros. Esses índios viviam de caça, da coleta de pinhão e da agricultura. Assim como os Guaranis, os homens preparavam o terreno para o plantio e as mulheres semeavam e colhiam. Cultivam milho, abóbora, mandioca e batata-doce.
O sistema de preparo das lavouras consistia nas queimadas, que originavam as coivaras.
Esse termo, de origem tupi-guarani, significa terreno queimado para cultivo de terra.
A terra era de uso coletivo, isto é, pertencia a todos, mas o território para caça era demarcado.
Os Jês também utilizavam fibras vegetais retiradas de plantas para fabricar cestos. Até hoje alguns desses índios, que sobreviveram ao extermínio de seu povo, produzem cestos de fibra para vender.
A população Jê foi muito reduzida por causa da luta pela posse de suas terras. A luta se deu contra os portugueses, que contratavam caçadores, conhecidos como bugreiros, para aprisioná-los ou mata-los. Além disso, travaram guerras contra os índios Guaranis e com os Pampianos.
Os Kaingangues são os únicos grupos sobreviventes da família Jê. Esses índios, atualmente, habitam as terras situadas no norte e no nordeste do Rio Grande do Sul.

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Os Pampianos


Os índios conhecidos genericamente por essa denominação habitavam originalmente a região da Campanha.
Eram indivíduos nômades, ou seja, que não se fixavam por muito tempo em um lugar, pois se deslocavam constantemente em busca de alimentos. Eram hábeis cavaleiros e viviam da caça, usando boleadeiras, arcos, flechas e lanças. Coletavam raízes e frutos, mas não cultivavam a terra como os demais.

A boleadeira é um instrumento ainda hoje utilizado pelos gaúchos nos campos para capturar aves, como a ema, também conhecida pelo nome de nhandu, de origem tupi, ou caçar animais como gado e cavalo.
Outra tradição gaúcha herdada dos pampianos é o churrasco. Esses índios tinham o hábito de assar a carne em um espeto rústico de madeira numa fogueira com feixes de lenha. Atualmente, em algumas estâncias do Rio Grande do Sul, ainda é possível presenciar o preparo do churrasco dessa forma tradicional.

Os pampianos foram dizimados pelos violentos ataques dos espanhóis, que queriam se apossar de suas terras. Com essa finalidade promoveram uma guerra chamada Guerra dos Charruas.

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